domingo, 3 de agosto de 2008

1ª. Conferência de Comunicação Social da Bahia



Aconteceu em 02 de agosto de 2008, na Escola Parque da Caixa D’Agua, a CCSB, pela interferência das seguintes entidades:

ABI – ABRAÇO – CIPÓ – CUT – FACOM/UFBA – FNDC – INTERVOZES – IRDEB – UNEB – SINEP – SIJORBA e SINTERP.

Sedes da Conferência: Eunápolis, Ilhéus, Vitória da Conquista, Barreiras, Irecê, Juazeiro e Feira de Santana.

Composição da Mesa: Sra. Karder Mourão, Sr. Everaldo Monteiro, Sr. Albino Rubim, Sr.Geovaldo Ferreira, Sr. Robinson Almeida, Sr. Penildo Pena, Sr. André Araújo, e a Sra. Bernadete dos Santos.

Eixos Temáticos:

1 – Comunicação e Desenvolvimento Territorial
- Poder local
- Identidade, Cultura e Comunicação
- Mobilização e Comunicação Social
- Produção, Gestão e Difusão Territorial.

2 - Políticas Públicas de Comunicação
- Participação e Controle Social
- Financiamento Público
- Regulamentação do Sistema de Comunicação (comercial, público
e estatal).

3 – Comunicação e Educação
- Metodologia/Leituras Críticas
- Escolas e as Tecnologias da Informação e Comunicação
- Universidade e a Formação do Professor.

4 - Cidadania e novas tecnologias da Informação e Comunicação
- Inclusão Sócio-Digital
- Software Livre/Banda Larga
- Convergência Digital.

Estranho a falta de cobertura por parte da mídia como um todo. Presente ao evento APENAS a Rádio Sociedade da Bahia.
A pergunta é: Por quê????? hummmmm



As pessoas têm obrigação em discutir Comunicação, porque política pública – embora ele não cumpra – é tarefa do Estado. Ao povo, cabe influenciar nas diretrizes políticas, porque a representação midiática está muito mais interessada em se tornar mais importante que a pessoa representada: o povo.
Há mais ou menos 2.500 pessoas ingressando na área de Comunicação, mas a pergunta é: qual é a contribuição que isso trará efetivamente...?
Junto com a comunicação deve-se atrelar a democracia. O socialismo de hodiernamente não significa mais a tão incensada igualdade e nem garantirá de igual forma, nem o material, e ainda, por conseqüência, tira a liberdade que garantiria a Cidadania... O que significa que a censura e a ditadura imposta do “fale o que acha, mas fale bem baixo” ainda permanece – embora vestida numa roupa pré conceituosa.
Fala-se em Bioética, solidariedade intergeracional, liberdade... Mas alguns direitos estão sendo conquistados enquanto outros – talvez até mais importantes, estão desaparecendo.
Se a idéia é levar até o povo a grande tecnologia, é preciso e fundamental que antes, leve à ele, a forma de conhecimento, de funcionamento de tais maravilhas!
É muito lindo falar em software livre, banda larga, wireless... Agora é preciso saber se o povo a quem essas maravilhas estão sendo destinadas saberão do que se trata e saberão utiliza-las, lidar realmente com elas no cotidiano. Não adianta colocar computadores rodando com o software livre, se nem professores, alunos e comunidade irão saber lidar com ele!...Que, diga-se de passagem – não é nada fácil porque exige bom nível de leitura –escolaridade- conhecimento do idioma inglês, e conhecimento profundo do Kernel ou sistema operacional desse software – programação de sistemas – curso esse oferecido em universidades! Rechear-nos com essas máquinas maravilhosas sem o curso apropriado, seria o mesmo que obrigar que de um dia para o outro começássemos a falar o Mandarim!
Tecnologia da Informação sem informação, conhecimento e a educação adequada não passam de uma péssima piada pronta e de muito mau gosto: É dar um carro a quem não sabe dirigir! Não é criando factóides que daremos EDUCAÇÃO às crianças, jovens e até adultos... Qualquer uma sabe brincar com games... Fazê-los já é uma outra história.
Quando no final do ano passado participei de um Seminário com Richard Stallman – o às da GNU, ainda pensava que o software livre era realmente assim. Não é! E porque não? Lá pela antiguidade existiam os filósofos. Gente que vivia – alguns nababescamente – sem nada fazer, além de pensar, pensar falar e escrever esses pensamentos, mas a sociedade os sustentava... Ninguém se engane: Pensar desgasta mais que um dia de trabalho na roça! Se hoje temos grandes descobertas, devemos graças a eles (Os filósofos de ontem é o espelho para alguns políticos de hoje... mas com uma grave diferença: esses nunca pensam!).
É vital pesquisar dias, meses, anos a fio... E como fazer esse trabalho tão delicado, tendo que trabalhar oito horas por dia num shopping, loja...? As pessoas que trabalham para desenvolver o software precisam de ajuda governamental para desenvolver maiores pesquisas – mas isso só será possível com forte e séria ajuda financeira! Tecnologia é uma área muito cara, por isso o software livre tem preço – para que seus desenvolvedores possam sobreviver – e olhe que muitos não passam de uma caça e uma camisa, além de ficar semanas, quiçá meses, sem ver a luz do sol! Isso explica porque consideramos caro o valor proposto aos cursos oferecidos. Nenhum gênio sobrevive a pão e água!
Do outro lado da porta está toda uma comunidade que nunca ouviu falar em álgebra boleana, tabelas ASCII, Java... Apenas interessa o ícone maravilhoso que o leva a lugares bonitos, a jogos fantásticos... Sequer imaginando o esforço, trabalho e – literalmente, a intensa dor de cabeça que é através de um monte de letras, números e símbolos, construir o mundo virtual.
Para entender e saber lidar com a telinha preta do Kernel, terá que saber ler – e bem, conhecer pelo menos a linguagem técnica inglesa, e ainda a linguagem de programação de sistema... E para que se saiba tudo isso PRIMEIRO TEM QUE APRENDER A LER o próprio idioma... Não basta ter uma tecnologia: tem que aprender a interpretá-la! Agora estamos falando de Educação+Tecnologia que gera mais Educação, comunicação pelo aprendizado do enunciado... TUDO começa com a Educação – e isso é um círculo eterno enquanto o homem dure.
Ocorre que nem sempre o detentor do Conhecimento o repassa. Por inúmeros motivos. Conhecimento é PODER, tanto mata, quanto ressucita. Já disse um professor: a elite não teme o povo. Para este, há as balas. A elite teme o povo letrado: este muda o mundo!

O Subúrbio Ferroviário de Salvador – Alto de Santa Terezinha, tem sua representação na minha pessoa nessa 1ª Conferencia. A minha intenção não é desfilar de scarpin pelo salão nobre de um grande hotel, mas levar a ele, a visão, a força, o clamor de um povo que vive paralelo à linha de trem. Dizer que estamos aqui, vivos, trabalhando e que temos DIREITO aos direitos, e é o que estamos buscando...
Fazemos parte de uma Rede, com a Igreja Católica, o CESEP, o Espaço Sofia... E é claro, com cada um de vocês – de nós!
É óbvio que queremos os computadores que o Governo disponibiliza nas escolas, nos Infocentros... Mas exigimos que ofereça cursos para nossos professores comunitários, para nossos jovens meninos, meninas e adolescentes.
Queremos conhecer o software Livre para com ele, libertar nossas mentes para ganhar o mundo!
Eu posso tentar, porque sei que cada um pode fazer melhor do que eu se tiver nas mãos as ferramentas certas. Estamos indo buscar essas ferramentas, porque passou da hora do Subúrbio Ferroviário de Salvador ganhar a Liberdade pelo Conhecimento, pela Educação e o Saber.

Lílian Alves

O Jogo da Dissimulação

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