quinta-feira, 2 de abril de 2009

Relatório aponta racismo dentro de instituições públicas brasileiras

O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil foi lançado no mês passado em Recife pela Oxfam. A análise do peso da herança racista dentro das instituições públicas faz parte do conteúdo do Relatório das Desigualdades Raciais no Brasil. A maioria dos dados apresentados foi retirado de órgãos governamentais e tem como base a análise do período de 2007 a 2008. O material, organizado pelo Instituto de Economia da UFRJ, revela que dos 513 deputados federais eleitos em 2006, havia 11 de cor ou raça preta, sendo 10 homens e uma mulher. Como pardos, foram identificados 35, sendo 33 homens e duas mulheres. No total, foram 46 deputados, sendo 43 homens e três mulheres. Em termos relativos, o peso destes parlamentares na Câmara dos Deputados era de 2,1%, de pretos, e de 6,8%, de pardos. Juntos, os dois grupos representaram 9% do total de deputados federais. O relatório também faz uma análise dos casos de racismo julgados no Brasil entre os anos de 2005 a 2006. O estudo compreendeu 85 casos que foram levados à Justiça e 40% foram considerados improcedentes, ou seja, nem foram julgados. Ana Paula Maravalho, conselheira gestora do Observatório Negro, avalia: “Analisando a maneira como a Justiça brasileira trata o crime de racismo é que a gente percebe que, apesar de a teoria da democracia racial já ter sido ultrapassada oficialmente pelo governo brasileiro, ela ainda vigora nas pessoas que têm a obrigação de representar o Brasil dentro destas instituições".

Fonte: Juliano Domingues, Radioagência NP.

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