segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Novus Ordo Seclorum

Na guerra o inimigo é todo aquele que usa uniforme diferente... O palco é o Mundo, onde a gerencia está sentada em sua poltrona de pelica observando o monitor mantendo a mão próxima de um botão vermelho, enquanto a nave espera. E só para acirrar a competição macabra, cada inimigo que é morto vale dois pontos... Se morrer, ganhará uma medalha presa numa fita bonita e bandeira do seu país enrolada de forma triangular; se sobreviver será apenas um sobrevivente da guerra com sérios e indeléveis problemas mentais. Até hoje só ouvi comentários sobre soldados de alta patente... Nunca soldados rasos, cabos ou sargentos... Porque será?
Se corpos de soldados mortos não forem fotografados, publicados na mídia, o fato não aconteceu para quem não tem consciência social ou política – e não falo da partidária somente.
Toda guerra é estúpida, pode ser comparada a uma briga de rua, entre parentes, rinha de galos, cachorros, touradas... O senhor sentado em sua poltrona de pelica sabe disso, mas é ruim de espírito, e como covarde quem é incita e promove o ódio para conseguir seus próprios intentos. Os três lados de uma guerra sempre se dizem agir em nome de Deus... Não há Deus amoroso quando age Kapitalismus, sujeito voraz, devorador de consciências, individualista e criminoso, que caminha por vias tortas e jamais chegará a lugar nenhum. E ele é o nome do homem que não se deu conta que ele não é nunca será um ser isolado e que necessita do outro para sobreviver. Talvez ainda não tenha se dado conta da catástrofe que se avizinha. Ou talvez isso não tenha importância.
Não haverá novas gerações, a não ser aquelas do começo: as Baratas. Mas certamente ele não estará entre elas.




Marilia Miller©

O Jogo da Dissimulação

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